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Conferencias (4)

Chamada para trabalhos (Call for Papers)

Conferência Internacional
«Sistemas e dinâmicas educacionais coloniais e suas inferências sectoriais na África e em Moçambique colonial e pós-colonial»
31 de Outubro e 01 de Novembro de 2017
Universidade Pedagógica – Maputo, Moçambique
 

Problema, questionamentos, objectivos e eixos temáticos

Se para o conjunto africano é perceptível que as diferenças educativas resultaram fundamentalmente da imposição de diferentes modelos ligados à diferentes realidades colonizadoras, tais diferenças seriam consideradas atípicas quando vistas no interior do mesmo sistema, por um lado, ou dentro do mesmo território colonial, por outro. Contudo, tal atipicidade parece ter dominado, mesmo reconhecendo-se que as colónias africanas estiveram, a partir do século XIX, sob uma mesma dinâmica imposta pela “Modernidade Europeia”. Tal realidade terá sido engendrada, ao que tudo indica, em virtude de nem sempre a tal Modernidade ter sido capaz de manifestar-se da mesma maneira em todos os territórios coloniais, por causa de especificidades ligadas às filosofias de colonização, formas de exploração, tipo de colónia, da extensão geográfica dos espaços colonizados, da complexidade etno-cultural, realidades que carecem de ser mobilizadas para o real conhecimento das inferências respectivas, tenha sido aquando da colonização ou no período pós-colonial. Isto é, a intenção fundamental é de se fazer a correlação entre processos e sistemas educativos em Moçambique/África colonial e dinâmicas sociais (de)-(re)correntes. E por essa via que o Centro de pesquisa em Ciências Sociais e Filosóficas, da Faculdade de Ciências Sociais, da Universidade Pedagógica, em colaboração com Oficina de História de Moçambique, pretende desenvolver uma conferência para o efeito. O objectivo central da conferência é o de identificar, tendo como enfoque um dos recursos cruciais da colonização, nomeadamente a educação, os eixos nevrálgicos das curtas, médias e longas dinâmicas sociais em Moçambique e África, capazes de explicarem a natureza das composições e recomposições sociais que acompanharam o processo histórico dos territórios concernidos. Para tal, a partir de um debate inter e pluridisciplinar, são chamados não só Historiadores, mas também Sociólogos, Antropólogos, Geógrafos, Economistas, Psicólogos Sociais, Pedagogos, Filósofos e cientistas de áreas afins, com interesses sobre sistemas, modelos e processos educativos moldados em África e, particularmente em Moçambique, cujas contribuições permitam perceber o comportamento e o alcance imediato e posterior destes enfoques nas distintas dinâmicas sociais africanas e moçambicanas. 

Perguntas exploratórias

  • Que correlação existiu entre a filosofia/construção do espaço colonial e a natureza da educação em África?
  • Que tipo de sociedades foram criadas pela educação colonial durante a sua vigência?
  • Como foi manipulado o sistema educativo para, num mesmo momento, propiciar a aculturação mas garantindo a reprodução e sustentabilidade do sistema colonial?
  • Que aspectos conflituais foram engendrados no encontro entre os sistemas educativos metropolitanos e endógenos?
  • Terá estado a educação colonial virada para a produção material, num mundo concebido periférico?
  • Que traços psico-sociais foram engendrados pela educação na África colonial e pos-colonial? 

Eixos exploratórios

                Sem serem limitativos, podem ser explorados eixos tais como:

  • Filosofia/Política colonial e Educação;
  • Agentes de socialização: natureza e amplitude da sua acção;
  • Ares geográfico-culturais e dinâmicas educacionais em África e em Moçambique;
  • Educação colonial, aculturação e sociedade colonial;
  • Educação colonial e educação indígena;
  • Educação colonial e reprodução económica em África e em Moçambique;
  • Educação colonial e formação das mentalidades em África e em Moçambique colonial e pós-colonial
  • Educação colonial/Educação Pós-colonial em África: similitudes e diferenças

Submissão dos resumos das Comunicações (Abstracts)/ Inscrição 

Os resumos, a serem enviados para This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. , até 14 de Julho de 2017, redigidos num máximo de 500 palavras, espaço simples, Times New Roman 12, devem contemplar: palavras-chave (5 no máximo), o campo de estudo, metodologia, orientação teórica e resultados esperados.

Todos os resumos devem ser acompanhados pelo: Nome(s) do(s) autor(es), formação académica /título académico do(s) autor(es); Título do documento em bold, Instituição de afiliação e um e-mail.

As aceitações serão comunicadas duas semanas depois, incluindo o pré-programa dos paineis de apresentação. Aceita-se a submissão de uma comunicação por autor e, excepcionalmente, duas, se a segunda for em co-autoria. 

Formato dos textos finais

As comunicações podem ser apresentadas em Português, Inglês ou francês, em Times New Roman 12, em espaço 1.5, com as seguintes margens: topo e margem esquerda (3 cm); margem direita e inferior (2.0), não excedendo 12 páginas ou cerca de 33 mil caracteres (notas, espaços e bibliografia inclusos). As mesmas devem apresentar, certamente, a identidade do autor. A versão corrigida do texto deverá ser apresentada até 30 dias após a realização da Conferência, para efeitos de publicação. 

Período e local de realização

A conferência decorrerá nos dias 31 de Outubro e 01 de Novembro de 2017, na Universidade Pedagógica – Maputo, Moçambique. 

Organização

  • Martinho PEDRO (CEPCISOF, FCSF, Universidade Pedagógica – Moçambique)
  • Hermenegildo Lange (CEPCISOF, Departamento de Ciências Sociais, Universidade Pedagógica

Comissão Científica

  • Maciel Santos – Faculdade de Letras, Universidade do Porto, Portugal
  • Carlos Mussa – Faculdade de Ciências Sociais, Universidade Pedagógica, Moçambique
  • Olga Iglésias – Universidade Nova de Lisboa, Portugal
  • José Alberto Raimundo – Universidade Pedagógica, Moçambique
  • Zacarias Ombe – Universidade Pedagógica, Universidade Pedagógica, Moçambique
  • Abubacar Fofana Leon -  The Harriet Tubman Institute for Research on Africa and its Diasporas, York University, Canadá
  • Hipólito Sengulane – Universidade Pedagógica, Moçambique

 Contactos

Universidade Pedagógica (Moçambique)
Faculdade de Ciências Sociais e Filosóficas
Av.  do Trabalho n°.
Telefone: +258 842172996

 

A Associação Brasileira de Estudos Africanos (ABE-ÁFRICA) informa que está aberta a chamada de trabalhos para seu primeiro encontro, a ser realizado no IH/IFCS da UFRJ, no Rio de Janeiro nos dias 11, 12 e 13 de Abril de 2018.

Criada para estimular o debate sobre os Estudos Africanos no Brasil em perspectiva interdisciplinar, envolvendo campos  do conhecimento, tais como a Antropologia,  Ciência Política, Educação, Geografia, História, Literatura e Crítica Literária, Relações Internacionais, Sociologia e outros, a Associação convida pesquisadores da área dos Estudos Africanos a submeter propostas de comunicações individuais, que comporão diferentes mesas de debates.  

As mesas serão compostas por até 4 (quatro) pesquisadores, com 20 minutos de apresentação para cada um e 40 minutos para debates.

Para esta edição não está previsto a realização de Grupos de Trabalho.

O evento tem caráter internacional e além do Brasil contará com pesquisadores de Angola, Estados Unidos, Moçambique, Portugal dentre outros países. 

A língua oficial será o português, mas resumos em outras línguas também serão aceitos. 

Inscrições

 

As inscrições para apresentação de comunicações (Inscrições para comunicações encerradas) e ouvintes serão realizadas no link: bit.ly/encontroabeafrica

Os trabalhos selecionados serão divulgados juntamente com a programação completa do evento no dia 01 de Março de 2018. 

Observação: resumos com menos de 500 palavras serão desconsiderados

A taxa de inscrição dos trabalhos aceitos será de R$ 70,00 reais e deverá ser realizada em depósito na conta

Washington Santos Nascimento

Banco Itaú 

Conta Corrente 

Agencia 2935

Conta 02218-2

até o dia 15 de Março de 2018. Os comprovantes de depósito deverão ser enviados para o e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

​Para sócios com anuidade de 2018 em dia (Professores Universitários: R$ 100,00; Graduados e Pós-Graduados: R$ 70,00), a inscrição é gratuita 

Como se filiar: https://www.abeafrica.com/filiacao 

Observação: não faça depósitos antes da carta de aceite

Cronograma

18 de fevereiro de 2018 - prazo final para envio de proposta de comunicação e poster; 
01 de março de 2018 - divulgação cartas de aceite e das mesas de comunicação (a partir de 01 de março); 
15 de março de 2018 - prazo limite para o envio dos comprovantes de pagamento das inscrições de comunicação.
01 de abril de 2018 - prazo limite para inscrição como ouvinte por e-mail. Taxa do certificado de ouvinte R$ 10,00

11 a 13 de abril de 2018 - Realização do Seminário

Programação 

11 de Abril 

Manhã - Cadastramento 

Tarde - Comunicações 

Noite - Mesa redonda: "A importância política do desenvolvimento dos Estudos Africanos no
Brasil”

​​

12 de Abril 

Manhã - Comunicações

Tarde - Assembleia da ABE-AFRICA

Noite - Mesa redonda: "Tradições e trajetórias dos Estudos Africanos no Brasil”

13 de Abril

Manhã - Comunicações

Tarde - Comunicações 

Noite - Mesa redonda: "Perspectivas contemporâneas para os Estudos Africanos no Brasil”

Palestrantes 

Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco (UFRJ)

Kabengele Munanga (USP)

Laura Cavalcante Padilha (UFF)

Mariza De Carvalho Soares (UFF)

Omar Ribeiro Thomaz (UNICAMP)

Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (UFSCAR)

Roquinaldo Ferreira (Brown University) 

Silvio De Almeida Carvalho Filho (UERJ-UFRJ) 

Patricia Teixeira Santos (UNIFESP)

Comissão Executiva Geral 

 

Silvio de Almeida Carvalho Filho (UFRJ) - Coordenação Geral

Alexsander Gebara (UFF) - Secretaria geral 

Washington Santos Nascimento (UERJ) – Tesouraria

Luena Nascimento Nunes Pereira (UFRRJ) – Coordenação Acadêmica

Monica Lima e Souza (UFRJ) – Coordenação Local 

Comissão Científica 

Luena Nascimento Nunes Pereira - Presidente  (UFRRJ) - Antropologia/Educação 

Frédéric Monié (UFRJ) - Geografia

Jonuel Gonçalves (UFF) – Economia

Matheus Serva Pereira (UNICAMP)  – História

Mônica Lima e Souza  (UFRJ)  – História/Educação

Nazir Can (UFRJ ) - Literatura 

Comissão de Arte 

 

Priscila Henriques Lima (UERJ)
Nathalia Rocha Siqueira (UERJ)
Maria Daniele da Silva Carvalho (UFRJ)
 

Comissão de Comunicação

 

Gabriela S. B. Cyrne (UFRJ)

Brenda Mel Cosmo de Castro (UFRJ)

Nayara Cristina

 

 

Comissão de Estrutura

Mariana Temoteo (UFRJ)

Júlio Henrique Ferreira de Almeida Souza (UFRJ)

Fátima Chaves (UNIRIO)
Karina Helena Ramos (PUC-RJ)
 

Comissão de Cultura

 

Amanda Palomo Alves (CEFET-RJ)

Carolina Bezerra (UFF)
Ilka Valeria Oliveira Santos (UERJ)

 

Comissão de Recepção

Marilda Flores (UNIRIO)
Alexsander Gebara (UFF)

A razão da ABE-África e do I Encontro Nacional da Associação

Apesar da expansão dos estudos africanos no Brasil nos últimos 15 anos, ainda não se empreendeu uma articulação sistemática dos saberes desenvolvidos pelas diversas áreas disciplinares. Tal é a tarefa que a Associação Brasileira de Estudos Africanos - ABE-África se propõe a viabilizar a partir da organização de seu I Simpósio nacional. A interdisciplinaridade se coloca como tarefa essencial para os estudos africanos, devido à complexidade das realidades históricas e sociais do continente e à especificidade das fontes de informação disponíveis.

A reflexão intelectual sobre a África, em muitos sentidos, ainda se encontra às voltas com a tarefa filosófica de desconstrução de paradigmas que pensaram o continente a partir do que Mudimbe (2013) chamou de uma episteme colonial. Como ressaltou Mudimbe, a reorientação da produção intelectual sobre a África deverá passar pelo questionamento das fronteiras disciplinares com as quais o pensamento colonial representou o continente essencialmente como um espaço de alteridade em relação ao que se convenciona chamar de “modernidade ocidental”. Conforme Amselle (1999) e Balandier (2014), as realidades culturais africanas só podem ser bem compreendidas se conceitos essencialistas como o de “etnia” forem sistematicamente reavaliados a partir de uma perspectiva que considere as realidades culturais como produtos históricos cujos fundamentos foram construídos a partir de uma “situação colonial” sistêmica. Contudo, como nos alerta a historiografia já clássica expressa na agenda de Ki-Zerbo (2011), a investigação dessas historicidades africanas requer também o aporte de metodologias linguísticas, antropológicas, arqueológicas e literárias, entre outras. É com esse espírito de reavaliação de saberes disciplinares moldados por uma história de expropriação material e conceitual do continente africano que a ABE-África propõe o estabelecimento deste fórum multidisciplinar de debates.

 

Contribuição para Profissionais Envolvidos no Evento

A participação no I Simpósio da ABE- África permitirá reunir pesquisadores/as em diferentes momentos da vida acadêmica, favorecendo conexões para debates tanto sobre temáticas com maior proximidade entre si, como sobre questões regionais e continentais que requerem o concurso de diferentes abordagens e perspectivas disciplinares. O fortalecimento dos estudos africanos no Brasil necessita do trabalho atento e contínuo com contribuições de diversos pesquisadores e grupos de pesquisa.

O Simpósio permitirá que se defina prioridades para ampliação e maior densidade em temáticas relevantes, mas sem suficiente investimento. Os profissionais poderão, assim, (re)desenhar projetos e planejar atividades comuns tanto para a realização de pesquisas como para potencialização de parcerias com instituições em diferentes países africanos. É frequente que, a partir a rede de contatos existentes, sejam ainda desarticuladas no Brasil.

Outra contribuição será no campo do ensino, já que envolverá graduandos e pós-graduandos tanto na apresentação de trabalhos como na participação nos debates e demais atividades. Há ainda, a possibilidade de reconhecimento da presença de pesquisadoras e pesquisadores do continente africano que atuam nas instituições brasileiras. Essa dimensão certamente enriquecerá e ampliará os horizontes de pesquisa de cada participante.

 

Finalidades do Evento

Por meio da realização do I Simpósio da Associação Brasileira de Estudos Africanos - ABE-África, a Associação propõe o estabelecimento de um espaço institucional regular, com periodicidade bienal, para a reflexão multidisciplinar no campo dos estudos africanos no Brasil.

O período que compreende aproximadamente os últimos 15 anos testemunhou um crescimento exponencial na reflexão acadêmica sobre realidades sociais, políticas, econômicas e culturais do continente africano nas universidades brasileiras, sobretudo a partir do impulso fornecido pela lei 10.639, de 2003.

 

A presente proposta de evento intenta fazer um balanço da produção acumulada nas universidades brasileiras em cada disciplina e abrir novas perspectivas para essa área de estudos a partir do diálogo e do frutífero confronto de objetos e metodologias de análise das realidades africanas empregadas por diferentes campos disciplinares.

 

É bem conhecida a dificuldade que pesquisadores encontram para compreender realidades sociais, históricas, culturais, políticas e econômicas do continente africano a partir de instrumentais conceituais e disciplinares criados, em larga medida, nos marcos do pensamento científico europeu. Levando isso em conta, a ABE-África espera que um espaço multidisciplinar de debates propicie a oportunidade para a fecundação recíproca de campos de pesquisa a partir do intercâmbio de métodos e objetos de investigação.

 

Espera-se deste evento que ele amplie os diálogos intelectuais sobre o continente africano para fora das fronteiras disciplinares, que impulsione a criação de equipes multidisciplinares de investigação e que forneça a pesquisadores acadêmicos em diversos níveis de formação a oportunidade de enriquecer seu trabalho com novos aportes.

 

Histórico de Eventos Anteriores

A Associação Brasileira de Estudos Africanos – ABE-África foi fundada em 19/09/2014 por um grupo de estudiosos presentes no III Encontro Internacional de Estudos Africanos UFF/Niterói.

Sua constituição veio ao encontro de demandas que estavam sendo formuladas desde 2011 com a criação dos GTs História da África, ligados à ANPUH e, antes disso, às discussões travadas no âmbito dos vários centros de estudos africanos, bem como entre professores e estudantes inspirados nas determinações da Lei 10.639/2003, e sua legislação complementar, que tornaram obrigatório o estudo das sociedades e culturas africanas e afro-americanas nos estabelecimentos de educação básica no Brasil.

No sentido de consolidar o campo de estudos africanos, entre os objetivos da ABE-África encontra-se o de participar de encontros acadêmicos nacionais e internacionais que tematizam os estudos africanos e sua situação no Brasil.

 

Entre os anos de 2014 e 2017, representada por membros de sua diretoria, a associação esteve presente nos eventos promovidos pelo Centro de Estudos Africanos e pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil – África (NAP Brasil África) ambos da USP; os ocorridos em São Luís do Maranhão, com a chancela do NEAB – Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e da UFMA, no Rio de Janeiro, os promovidos pelo LEÁFRICA (UFRJ) e pelo NEAF (UFF) e em Florianópolis, das jornadas realizadas pelo LEAf – Laboratório de Estudos em História da África.

Atualmente a associação na gestão da segunda diretoria, eleita em assembleia realizada no Rio de Janeiro, em 26/10/2016, durante o IV Encontro Internacional de Estudos Africanos da UFF.

Tuesday, 15 January 2019 14:18

Chamada A Contribuições

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 O Centro de História da Universidade de Lisboa (CH-UL), o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEA-UP), o Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL (CEI - ISCTE-IUL) e o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (IHC-UNL) organizam o Congresso Internacional Insularidades e enclaves em situações coloniais e pós-coloniais: trânsitos, conflitos e construções identitárias  (séculos XV-XXI).
 
   Os arquipélagos constituíram-se, historicamente, como espaços de ensaios de novas construções sociais. Desde a época da colonização e, depois, do colonialismo e do imperialismo, uns evoluíram no aprofundamento das redes internacionais, outros não escaparam ao isolamento ou, em alternativa, à integração condicionada e desigual em vários complexos. Por seu turno, os enclaves resultaram de contingências históricas, amiúde decididas de fora, que determinaram uma certa insularidade relativamente ao seu imediato entorno geográfico. Quando não se tornaram territórios independentes, persistem nesses espaços, se não reivindicações autonómicas, pelo menos difusos sentimentos anti-coloniais e emancipacionistas, que, mesmo quando não mobilizam segmentos significativos das populações, não deixam de dar nota da sua alteridade – desde logo, cultural – face à soberania.

    Frequentemente, e sem embargo do arrolamento de artefactos culturais singulares para escorar posições anti-coloniais ou autonómicas, as imputações de sentido, amiúde elaboradas a posteriori, tornam intencionalmente significativas experiências de vida cujas implicações não foram ou não são assim pensadas por muitos dos que as vivem. Em todo o caso, e mesmo quando a pertença política não é questionada, a história é lembrada, por vezes, para dar nota do que de artificioso contêm as soluções politicamente concertadas, as quais conduziram a tais sociedades que, resultando de encontros, comportam no seu seio conflitos vários.

    Na verdade, insularidades e enclaves remetem para a construção de fronteiras e para a respectiva mobilização na afirmação de identidades politizadas, mesmo se a tradução política por activistas ou elites intelectuais nem sempre se revele exequível e, tão pouco, consensual entre aqueles a quem pretende representar ou abarcar. A oportunidade de uma dada conjuntura história, quiçá irrepetível, terá contado, em alguns casos, para a consecução de determinadas soluções independentistas.

    Trata-se de espaços que se constituem como locus de porosidades, de mutações, de decantações identitárias e, simultaneamente, de definição de projectos de políticos que, algo ironicamente, não raro acabam impostos de fora. Na verdade, as definições das insularidades e dos enclaves dependem das acções que os constituem, neles, e não menos importante, fora deles. Nalguns casos, tais territórios permanecem como fontes de lutas ou de provações, quantas vezes indesejadas pelos locais, incapazes, todavia, de romper com a subalternidade ou dependência imposta do exterior. Por vezes, também por locais que impõem fronteiras internas em detrimento da homogeneidade política, económica, social e cultural.

    Neste evento, aberto a contributos dos vários saberes disciplinares científicos, acolher-se-ão narrativas e análises – inspiradas pelas variadas abordagens disciplinares, teoricamente balizadas e/ou empiricamente sustentadas – de experiências históricas em ilhas e enclaves, geradoras de processos de identificação e, não raro, de problemáticas éticas e políticas, entre elas, as inerentes à formação de Estados nacionais.

     Submissão de resumos (http://www.centrodehistoria-flul.com/ciiescp.html#Form)

     As propostas devem ser enviadas até 1 de Setembro de 2018 através do preenchimento do formulário nesta página.

     As comunicações poderão ser apresentadas em PortuguêsInglêsEspanhol e Francês.

     Datas importantes:​

  •  Submissão de resumos: até 1 de Setembro de 2018
  •  Aceitação dos resumos: até 1 de Outubro de 2018
  •  Divulgação do programa: 1 de Dezembro de 2018

 

Organização/Organization

Ana Lúcia Sá, Centro de Estudos Internacionais - Instituto Universitário de Lisboa (CEI-ISCTE-IUL)
Augusto Nascimento, Centro de História da Universidade de Lisboa (CH-UL)
Aurora Almada, Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (IHC-UNL)
Carlos Almeida, Centro de História da Universidade de Lisboa (CH-UL)
Eugénia Rodrigues, Centro de História da Universidade de Lisboa (CH-UL)
Maciel Santos, Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP)
Marta Manaças, Centro de História da Universidade de Lisboa (CH-UL)

 

Comissão Científica/Scientific Commission
 
Ana Lúcia Sá, Centro Estudos Internacionais - Instituto Universitário de Lisboa (CEI-ISCTE-IUL)
António Correia e Silva, Universidade de Cabo Verde (UNICV)
Arlindo Caldeira, Centro de Humanidades da Universidade Nova de Lisboa (CHAM - UNL) e Universidade Autónoma (UA)
Augusto Nascimento, Centro de História da Universidade de Lisboa (CH-UL)
Aurora Almada, Instituto de História Contemporânea - Universidade Nova de Lisboa (IHC-UNL)
Benita Sampedro Vizcaya, Hofstra Universit​ (HU)
Carlos Almeida, Centro de História da Universidade de Lisboa (CH-UL)
Edalina Sanches, Instituto de Ciências Sociais (ICS) e Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa (IPRI-UNL)
Eugénia Rodrigues, Centro de História da Universidade de Lisboa (CH-UL)
Gerhard Seibert, Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB)
Gérman Santana Pérez, Universidad de Las Palmas de Gran Canaria (ULP)
José Horta, Centro de História da Universidade de Lisboa (CH-UL)
Juan Manuel Santana Pérez, Universidad de Las Palmas de Gran Canaria (ULP)
Yolanda Aixelà Cabré, Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) 

A chamada para resumos do Colóquio Internacional “Memórias e Legados das Lutas de Libertação", a realizar-se entre os dias 27 e 29 de setembro de 2018, em Bissau, está aberta até dia 1 de junho. Convidamos todas e todos a participar e agradecemos a divulgação pelas vossas redes. Segue o texto da call para vossa informação:

A 24 de Setembro de 2018 celebra-se o 45º aniversário da independência da Guiné-Bissau. Para assinalar a efeméride, o Centro de Estudos Sociais Amílcar Cabral (CESAC), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP) e o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, através do projecto CROME (CES-UC/CROME), juntam-se para promover um colóquio internacional dedicado às memórias e aos legados das lutas de libertação.

Reconhecendo que as circunstâncias específicas da estratégia de guerrilha e do desenrolar da guerra de libertação na Guiné-Bissau foram decisivas para o fim da ditadura em Portugal, e com impacto, portanto, nos diferentes contextos de luta anticolonial, serão privilegiadas apresentações com um enfoque particular na luta armada desencadeada na Guiné-Bissau, privilegiando a análise dos processos de memorialização nacional, transnacional e internacional a que deram origem.

 

Deste modo, propõe-se o contributo de investigadoras e investigadores no âmbito das seguintes temáticas:

- Memórias cruzadas das lutas de libertação: anticolonialismo, descolonização e transição para a independência;

- Materializações da Memória. Os espaços simbólicos da luta de libertação em memoriais, monumentos e museus;

- Os arquivos da luta: entre a História, a Memória;

- Agentes da luta, construtores da Nação: diferentes protagonistas da libertação nacional;

- Cantar e contar a luta de libertação: cultura, política e testemunho;

Os resumos, com um máximo de 250 palavras e 3 a 4 palavras-chave, deverão ser remetidos, em português, até  1 de junho, para o seguinte endereço de e-mail: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.. A comunicação dos resultados, limitada a 12 participações, ocorrerá até 22 de junho. O encontro não exige o pagamento de inscrição.

Mais informações disponíveis em breve em crome.ces.uc.pt.

Pela Comissão Organizadora
 

Projeto CROME  -  Memórias Cruzadas, Políticas do Silêncio:
As Guerras Coloniais e de Libertação em Tempos Pós-Coloniais
 
Centro de Estudos Sociais - Sofia  |  Universidade de Coimbra
Colégio da Graça * Apartado 3087|  Rua da Sofia, 136 - 138 * 3000 - 389
COIMBRA * PORTUGAL
T.: +351 239 855 570  |  F.: +351 239 855 589  |  E.: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
crome.ces.uc.pt  |  facebook.com/crome.ces