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Tuesday, 15 January 2019 15:10

Centro De Arqueologia Na Ilha De Moçambique

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A estrutura será a primeira do género no país e um dos poucos existentes no continente, que se dedicará essencialmente à pesquisa e arquivo documental sobre caravanas e rotas de escravos.

A iniciativa é financiada pelo Governo dos Estados Unidos da América, através do Fundo do Embaixador para a Preservação do Património Cultural.

De Moçambique e de outras partes de África, partiram milhares de escravos para vários destinos, incluindo para o continente americano.

O tráfico, o comércio de escravos terminou num passado já muito distante, mas as evidências e os testemunhos materiais desse período triste da história da humanidade ainda existem até hoje.

O património, no entanto, pode desaparecer para sempre, se medidas nesse sentido não forem tomadas.

Foi pensando nisso que se decidiu lançar a iniciativa, Slave Wreck Project, através da qual investigadores procuram descobrir e estudar a rota de escravos e navios negreiros naufragados.

Ricardo Teixeira Duarte, professor da Universidade Eduardo Mondlane, é o director do projecto Preservação e Protecção do Património Cultural Submerso e Terrestre Ameaçado do Comércio Global de Escravos na Ilha de Moçambique”.

A iniciativa é tutelada pelo Ministério da Cultura e Turismo e tem com forte envolvimento do Departamento de Arqueologia e Antropologia da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane.

O património arqueológico em redor da Ilha de Moçambique está a ser estudado.

Localizada a cerca de 200 quilómetros de Nampula, a capital provincial, a Ilha de Moçambique é considerada património cultural da humanidade pela UNESCO.

É preciamente lá que os promotores do projecto querem instalar um centro de arqueologia, o primeiro do género em Moçambique.

A perspectiva, segundo Yolanda Teixeira Duarte, investigadora, e colaboradora da Universidade Eduardo Mondlane e também da Universidade George Washington, nos Estados Unidos da América, é montar o centro ainda este ano.

“A colectânea reúne oito textos de natureza diferente, mas que tratam todos da mesma temática, as revoltas populares do final da primeira década dos anos 2000 em Moçambique. Partindo de diferentes disciplinas das ciências sociais e de abordagens teóricas diferenciadas, todos têm em comum a intenção de contribuir para a compreensão não só das causas e dos elementos desencadeadores das manifestações populares violentas, mas sobretudo do seu significado mais profundo no actual tecido económico, político e social moçambicano”.

Open access, http://www.iese.ac.mz/food-riots/  - Luís de Brito (organização), Maputo: Instituto de Estudos Sociais e Económicos, 2017

Revoltas da Fome: Protestos Populares wm Moçambique (2008–2012)
Luís de Brito, Egídio Chaimite, Crescêncio Pereira, Lúcio Posse, Michael Sambo, e Alex Shankland

Revoltas da Fome em Moçambique: Um Olhar para Além dos Preços Internacionais
Oksana Mandlate

Revoltas Populares em Moçambique: Uma Taxa de Câmbio Anti-Riot?
Fernanda Massarongo

As Revoltas do Pão: Um Exercício de Cidadania?
Kajsa Johansson e Michael Sambo

Efervescência Efémera: Levantamentos Populares Urbanos em Moçambique
Bjørn Enge Bertelsen

Das Revoltas às Marchas: Emergência de um Repertório de Acção Colectiva em Moçambique
Egídio Chaimite

Modernidade Selectiva e Estado Predador: Primeira Aproximação às Revoltas Populares em Maputo de 2008 e 2010
Héctor Guerra Hernández

O Lugar e o Papel da Crítica Social no “Programa de Investigação” Sobre Movimentos Sociais
Elísio Macamo

Source: IESE, Fev 7/2018

“Este livro traz um estudo da formação da coligação de resistência às interferências da política colonialista portuguesa organizada por chefes das principais sociedades do norte de Moçambique, no final do século XIX. O principal objetivo da coligação era a preservação da autonomia política, ameaçada pelas iniciativas de ocupação territorial e pela instituição de mecanismos coloniais, como o controle do comércio e da produção de gêneros agrícolas, a cobrança de impostos e o trabalho compulsório. Os participantes da coligação estavam inseridos num complexo de interconexões gerado pelas múltiplas relações estabelecidas por meio dos "espaços" políticos, culturais, religiosos e de trocas comerciais, que envolviam não apenas as sociedades islâmicas da costa, as do interior e as do "mundo suaíli", com o sultanato de Zanzibar, as ilhas Comores e Madagascar. Essas relações eram definidas pelo parentesco, pela doação

de terra, pela religião islâmica e pelos contratos comerciais. Essas conexões facilitaram a formação da coligação de resistência no final do século XIX”.

São Paulo: Alameda, 2018

Related article here: https://www.cairn.info/revue-cahiers-d-etudes-africaines-2015-4-page-739.htm

Le Centre International d’Information et de Documentation Haïtienne, Caribéenne et Afro-Canadienne (CIDIHCA), situé à Montréal est fier d’annoncer la création d’une nouvelle Revue d’Histoire d’Haïti: Haïti et le Monde Atlantique, qui sera consacré à l’Histoire d’Haïti. Le premier numéro, prévu pour l’été ou le début de l’automne 2018, mettra l’accent sur les dernières recherches académiques sur la révolution haïtienne et plus largement sur son impact sur les 18ème et 19ème siècles du Monde Atlantique.

Ultérieurement, le numéro de 2019 se concentrera sur le centenaire de l’occupation par les Marines américains de 1915, ainsi que la commémoration d’évènement de cette période critique de l’histoire d’Haïti. De là, la revue s’intéressera à d’autres faits importants de l’histoire d’Haïti et de leur impact sur la région. Ainsi, le numéro de 2020 sera celui du bicentenaire de la mort d’Henri Christophe, le dernier survivant des fondateurs de la nation, et comprendra des articles qui prendront en considération, de manière critique, la période allant de 1807 à 1820 en Haïti, et ses conséquences. De plus, nous envisageons d’accompagner la publication de chaque numéro d’une série d’évènements publics : tables rondes, débats, expositions de photos, de films etc., en collaboration avec diverses organisations communautaires et des universités d’Haïti, du Canada, de la République Dominicaine, de la France, des États-Unis et de Cuba.

Les articles envoyés pourront être en français, en anglais ou en espagnol (avec des résumés dans les trois langues). Ils seront soumis à la révision par des membres du comité éditorial ayant une expertise sur les sujets traités. Les résumés pour les premiers articles de la Revue d’Histoire d’Haïti : Haïti et le Monde Atlantique, devront être soumis au plus tard le 1er mai 2018, et le texte final des articles retenus devra être reçu avant la fin du mois de juillet ou le début d’août 2018.

Nous vous invitons à nous envoyer des commentaires sur les publications récentes sur l’Histoire d’Haïti qui n’ont pas encore été publiés ailleurs. Finalement, les articles qui ne soient pas sélectionnés pour être publiés dans la version papier de la revue pourront être publiés sur le site web de la revue.

S’il vous plaît, adressez toutes soumissions ou autres correspondances à : infocidihca @ gmail.com ou, par la poste aux : Éditions du CIDIHCA ; 430, rue Sainte-Hélène, Suite 401 ; Montréal, QC, H2Y 2K7 ; Canada. Téléphone : 514-845-0880

Sincèrement votre,

Frantz Voltaire, directeur du CIDIHCA

VERSIONS EN ANGLAIS ET EN ESPAGNOL SUIVENT

© Image : Ville du Cap, 1789, Collection Photographique - Cidihca